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Hashtags - um mundo paralelo

Hashtags - um mundo paralelo

POR NINO DA SILVA, DIRETOR GERAL DE MÍDIA E B.I. DA REPENSE

JUL | 2020

POR NINO DA SILVA, DIRETOR GERAL DE MÍDIA E B.I. DA REPENSE

Como espalhar o conteúdo organicamente, expandindo o seu raio de alcance além dos seus seguidores?                   

Repare que ainda não estamos falando de impulsionamento de posts, que depende de investimento e, logo, deixa de ser orgânico.

Mas, sim, é possível aproveitar mais do que as plataformas que as redes sociais têm a oferecer em exposição.

Em geral, o que se tem feito hoje em dia por grande parte das marcas é postar um conteúdo em sua página e já impulsionar, tendo como principais preocupações apenas a criação do post, o texto de descrição e o pronto impulsionamento.

Acontece que, nesse processo, têm alguns recursos estratégicos que podem te ajudar a espalhar mais seu conteúdo e aumentar consideravelmente o alcance do mesmo.

Um desses recursos é o uso de #Hashtags

Esse mecanismo foi criado pelo Twitter em agosto de 2007 e começou a funcionar como link para conteúdo em 2009.

O símbolo “jogo da velha” era chamado de “hash” e, como teria a função de etiquetar assuntos por categoria, ganhou o complemento de “tag”, ficando o nome oficial como HashTag.

Hashtags são concentradores de conteúdo.

Todos podem acessar uma mensagem dentro de uma hashtag, independentemente de seguirem ou não os autores dos posts.

É uma forma de organizar conteúdos sobre um mesmo tema.

Alguns entregáveis importantes da #:

  • Ajudam a trazer novos seguidores.
  • Ampliam o raio de exposição dos posts.
  • Atraem interessados pelo tema do seu conteúdo.
  • Marcas e pessoas podem associar seu post a determinados assuntos ou eventos como #Oscar, #Masterchef, #Formula1, #CopaDoMundo, #LollaBR, #VemPraRua etc.

Atrelar seu conteúdo a hashtags ajuda o buscador da plataforma a entender que seu conteúdo tem relação com o assunto dessas hashtags e, com isso, aumentar o alcance do seu post, levando-o para mais possíveis interessados.

Cada plataforma tem uma maneira de lidar com esse recurso.

  • No Twitter, por exemplo, é possível patrocinar hashtags para posicionar uma marca ou um assunto entre os mais comentados. Como é uma prática comum a consulta pelos assuntos mais comentados (trending-topics), esse é um meio eficiente para promover o hype de campanhas ou movimentos.
  • Público e consumo de conteúdo são diferentes entre as redes sociais. É preciso entender de forma separada e independente o uso desse mecanismo nas diferentes plataformas.
  • Importante tomar cuidado com o uso de hashtags em blocos. Cada canal tem um critério para avaliar a utilização das mesmas, tanto para classificar o uso como boa prática, quanto para considerá-lo ofensivo ou robotizado. Posts seguidos com o mesmo bloco de hashtags recorrentemente podem ser alvos de penalização.

Como tudo nas redes sociais, quem dita o grau de relevância e o sucesso de qualquer iniciativa é o povo, a audiência.

  • Hashtags de fontes oficiais ou patrocinadas precisam ser mais curtas, mais simplificadas, pois dependem do reconhecimento e lembrança por parte da audiência.
  • Já as hashtags que nascem de movimento populares e de forma natural, podem ter qualquer tamanho, pois já nascem relevantes e presentes no radar da audiência.

Alguns cases que podemos destacar:

  • Nike - A marca criou com sucesso a #WeRunDirty. A ideia era mostrar que, mesmo diante de um cenário ruim, é possível se exercitar.
  • Mercedes-Benz - Durante um evento, a marca criou um mosaico que exibia, em tempo real, imagens de usuários que usavam a hashtag #mbcariaa (hashtag de uma organização apoiada nessa ação).
  • Piraquê - A marca lançou a promoção #NatalPiraque, em que as pessoas postavam fotos com uma declaração natalina e um produto da empresa e aqueles que batiam a meta de interações ganhavam prêmios.
  • Bob’s Burguer - Eles criaram a maior hashtag do mundo, na qual as pessoas iam inserindo adjetivos para a nova sobremesa da empresa. Esses elogios iam sendo adicionados à hashtag e cada predicado novo gerava um desconto automático. No final, a hashtag tinha 19 mil caracteres. Esse é um exemplo de ação que só dá certo com o envolvimento direto da audiência, pois esforços puramente patrocinados e publicitários demandariam uma hashtag mais curta ou precisariam de um investimento muito algo para disseminar.
  • Urban Hilton - Campanha simples e premiada. A marca de roupas Urban Hilton pediu para as pessoas irem a uma das lojas e postarem uma selfie com a tag #UrbanSelfie para ganhar um desconto de 20 dólares. A ação gerou mais visibilidade e mais vendas para a marca.

Alguns cuidados importantes:

  • Use o buscador da plataforma (Facebook, Instagram, Twitter etc.) como referência.
  • Simule uma busca pelo assunto do seu post e veja as hashtags mais usadas.
  • Olho nas hashtags que a concorrência está usando mais. Não para copiar, mas para ter parâmetros de atuação do seu próprio setor.
  • Cada vez mais estão surgindo ferramentas superaprimoradas para gerar hashtags com base em critérios preestabelecidos.

Ao planejar sua atuação nas redes sociais, pense no todo antes de executar.

Estude com cuidado o target, as personas, território, tom de voz, mensagem, canais, formatos, regras, entre outros aspectos, mas não esqueça de incluir aí um estudo amplo sobre o uso das hashtags.

Seus esforços rentabilizam, seu conteúdo ganha espaço e seu público agradece. #VamosEmFrente

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