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Desafios e Oportunidades para o Terceiro Setor.

Desafios e Oportunidades para o Terceiro Setor.

Repense

DEC | 2020

Repense

O Terceiro Setor tem uma contribuição fundamental para a sociedade. Embora sejam entidades sem fins lucrativos, essas instituições precisam de uma gestão qualificada e antenada para manterem sua sustentabilidade financeira, relevância e credibilidade entre voluntários, financiadores, parceiros e governo.

Segundo a Stylus (www.stylus.com), empresa inglesa de inteligência de mercado e estudos de tendências globais, o grande avanço de novas tecnologias, somado às mudanças do comportamento de consumo, estão transformando os modelos de doação, criando oportunidades e desafios para o setor.

          1. ENGAJANDO OS NOVOS DOADORES

Essa transformação acontece à medida que as gerações mais jovens estão interagindo com as instituições de maneira diferente das gerações anteriores.

A Geração Milênio* precisa ser impactada por uma mistura mais diversificada de canais. A Geração Z**, por sua vez, é predominantemente voltada para o propósito, quer fazer a diferença por uma causa na qual se importa, para tanto, contribui com doações instantâneas.

 As instituições precisam repensar suas estratégias para sobreviver na era digital.

Questões Ambientais:                                                                                            As questões ambientais subiram no ranking de causas beneficentes e devem se tornar ainda mais promissoras nos próximos anos. Nos Estados Unidos, por exemplo, as doações para organizações ambientais e de bem-estar animal cresceram por cinco anos consecutivos. (Giving USA, 2019)

          2. TRANSPARÊNCIA

Escândalos envolvendo algumas instituições mancham a reputação de todo um setor. Por isso, há uma grande oportunidade de crescimento impulsionada por novas tecnologias que permitem uma transparência absoluta:

Prestação de Contas                                                                                              Instituições pioneiras estão investindo em blockchain*** para fornecer total transparência no ciclo de vida das doações. Essa tecnologia dá aos doadores uma visão sobre quando e onde seu dinheiro é transferido e como é gasto.

A plataforma também permite que as doações em dinheiro sejam monitoradas e rastreadas, de doadores a beneficiados.  

Monitoramentos como esses devem crescer à medida que os doadores exigem a garantia de que suas contribuições estão sendo bem utilizadas.

Cripto-filantropia:                                                                                                    As criptomoedas estão ganhando espaço como forma de doar fundos, uma vez que permitem agilidade na entrega e transparência do dinheiro da ajuda.

Em 2019, o número de instituições aceitando criptomoedas dobrou na América do Norte, Europa e Austrália (Nonprofit Tech-for-Good, 2019), depois que a agência infantil da ONU Unicef apresentou seu Fundo de Criptomoeda nesse mesmo ano.

          3. DOAÇÕES PROGRAMÁTICAS

Os doadores definem regras para suas contribuições e controlam a implementação conforme as doações são feitas.

Uma nova onda de plataformas de doação está impulsionando o altruísmo instantâneo por meio de microdoações, com personalização e gamificação. Essa automação permite uma experiência intuitiva e atraente para os doadores.

Cultura de arredondamento:                                                                                Um número crescente de empresas sociais e instituições está capitalizando nos avanços dos meios de pagamento. Por meio de pontos de doação sem contato, plataformas digitais ajudam os consumidores a arredondar suas compras diárias.

Em julho de 2019, o banco Revolut do Reino Unido lançou um recurso em seu aplicativo chamado Donations, que permite aos clientes arredondar seus pagamentos com cartão e doar a diferença para instituições de caridade.

O Change Donations da Irlanda, por sua vez, executou seu primeiro piloto também em 2019, permitindo que os doadores vinculem seus cartões para arredondar automaticamente suas compras diárias, doando seus trocos extras para instituições de sua escolha. Os usuários podem definir limites mensais, bem como escolher suas instituições preferidas e que tipo de compra eles gostariam de arredondar.

          4. FILANTROPIA DE PRECISÃO

A inteligência artificial está transformando a arrecadação de fundos ao permitir que as organizações prevejam quem têm maior probabilidade de fazer uma doação e também podem identificar quais causas sensibilizam um determinado doador. Esses avanços estão dando origem à filantropia de precisão.

As instituições estão formando parcerias estratégicas que alavancam a tecnologia para atender ao ritmo e aos tipos de experiências que os novos consumidores esperam.                                                                                        O uso de Inteligência Artificial por organizações sem fins lucrativos deve crescer nos próximos anos. Essa tecnologia tem um potencial enorme para ajudar as instituições a cumprir suas missões de maneira mais eficaz.

Esses desafios e oportunidades listados aqui impactam tanto o terceiro setor como os negócios sociais, e as marcas que atuam em parceria com esses setores também precisam se adaptar a essa nova realidade.

Um bom exemplo desse cenário foi a criação da primeira loja do Bazar Gerando Falcões, um negócio de varejo social que nasce com a ambição de virar uma fonte de receita permanente para financiar o trabalho da ONG.

O Bazar comercializa, de forma permanente, as doações de roupas, calçados e eletrodomésticos que já são doadas para a organização.

Marcas parceiras como Malwee, Renner, Pernambucanas, Reserva, Arezzo, Tip Top, Magazine Luiza, Carmen Steffens e Topper doaram produtos novos que serão comercializados com descontos entre 40% e 60% sobre o preço normal de venda - https://gerandofalcoes.com/bazar.

* A geração Y - também chamada geração do milênio, geração da internet, ou milênicos - é um conceito em Sociologia que se refere à corte dos nascidos após o início da década de 1980 até, aproximadamente, o fim do século. O instituto de pesquisa Pew Research Center classifica como geração Y os nascidos entre 1980 e 1996.

** Geração Z - compreende os jovens nascidos por volta de 1995, constituem o primeiro agrupamento de indivíduos que nasceu digital, conectado e móvel.

***O blockchain é um livro contábil compartilhado e imutável para a gravação de transações, o rastreamento de ativos e a construção da confiança.

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