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Clubhouse, Twitter Spaces e o que muda? O uso do áudio e o comunicar a quem quer ouvir!

Clubhouse, Twitter Spaces e o que muda? O uso do áudio e o comunicar a quem quer ouvir!

Por Alexandre Ravagnani, Diretor-executivo de Criação da Repense

MAR | 2021

Por Alexandre Ravagnani, Diretor-executivo de Criação da Repense

O lançamento do Clubhouse, rede social baseada em conversas por voz, ainda reverbera como a “invenção da roda” nos últimos dias. As buscas pelo app no Google cresceram 525% em uma semana, segundo o próprio buscador.  Tal iniciativa movimentou o mercado de tecnologia aquecer ainda mais numa verdadeira corrida para ter a melhor solução e atrair o maior número de pessoas. 

E não é para menos, pois o áudio como conceito é usado desde sempre, mas uma mistura de conferências de áudio, podcasts e chamadas ao vivo é algo definitivamente novo. 

Na era onde a atenção do consumidor é certamente a mercadoria mais valiosa do século, dar espaço ao usuário para propor conteúdos em uma conversa a pessoas diretamente interessadas no tema é uma novidade no mínimo interessante. 

É quase que uma evolução da dinâmica dos programas de rádio, que promovem essa interatividade, mas em cima do que é relevante ao grande número de pessoas que estão acompanhando aquela programação. 

Soluções como o Clubhouse e o Twitter Spaces, e em breve os novos apps  de  empresas de tecnologia como o Facebook que já anunciaram que lançaram soluções semelhantes,  propõe a assertividade desse assunto, tornando ele mais exclusivo. E essa premissa permeia tudo nesse ambiente. A seletividade é a premissa para “existir” nessas redes, já que é necessário um convite para entrar no clubhouse e o Twitter Spaces ainda está em fase de testes onde apenas usuários selecionados podem iniciar salas.

É nesse sentido que diversas marcas podem usar esses canais para chegar em seu público alvo. Pois trata-se de espaços para falar em temas relevantes de forma direta. O fortalecimento de imagem das marcas pode ter alcances extraordinários nesse sentido, já que não se trata mais de uma zona de conflito em que a marca “invade” no meio de um vídeo do Youtube ou “interrompe” seu programa de televisão favorito para um intervalo comercial. Todos estão ali querendo ouvir a mensagem que determinado “speaker” está dizendo.  

O público brasileiro se mostra mais do que interessado nessa abordagem, prova disso é o sucesso dos podcasts. Segundo o IBOPE, cerca de 40% da população de internet do Brasil, o que resulta em 50 milhões de brasileiros, já ouviu podcasts. E a produção desse tipo de conteúdo cresce em ritmo acelerado. Só no primeiro semestre do ano passado, os podcasts em língua portuguesa cresceram 103% segundo o levantamento State of the Podcast Universe, publicado pela Voxnest.

Que temos uma terra fértil, vasta e inexplorada, no que diz respeito de como a publicidade pode se reinventar novamente para absorver formas ainda mais dinâmicas de se comunicar, é fato. Porém o gargalo da acessibilidade ainda precisa ser desenvolvido, é nisso que as empresas precisam trabalhar com recursos que já temos como a audiodescrição, os intérpretes e talvez até a inserção de legendas em alguns conteúdos. O dilema ainda se repete, que é tornar o exclusivo inclusivo mesmo que em uma infinidade de bolhas digitais que já absorvemos em outras redes. 

Sem falar nas recentes notícias reveladas, segundo o Inc, o Clubhouse está gravando as conversas de seus usuários. Além disso, o app também não permite que o usuário delete as informações que os amigos compartilham. Sem falar que é simplesmente impossível deletar sua conta, e o app pode usar as suas informações pessoais coletadas sem pedir sua permissão.  Portanto, é importante que se regule, para não encontrarmos mais “Cambridge Analytica” no caminho. 

É uma questão de tempo para que o áudio seja definitivamente mais um dos alicerces de comunicação, um asset que já descobrimos como consumidores e que vem se tornando cada vez mais essencial. As marcas estão encontrando sua “voz de marca”, e que pode vir a ser seu lado mais humanizado, sendo parte importante do branding e assim ampliando a interlocução e diálogo com o consumidor. 

Como falamos, o Clubhouse chegou inovando, mas o uso de áudio não é de hoje. Exemplos como o Spotify e os assistentes de voz que vem se aperfeiçoando, a tecnologia tem ajudado para que essas inovações realmente conectem mais pessoas, trazendo facilidades para dentro de casa e também para disseminar com mais acessibilidade todo o conteúdo que está disponível. As barreiras vão caindo e o consumidor é quem ganha. É o poder de escolha de como, quando e o que querem consumir, e também poder escolher se querem se relacionar com uma marca através do áudio. 

É nessa forma clássica de comunicar, oralmente, que talvez possamos resolver ainda mais essa complexidade da interação digital, é mais um caminho que tem se desenvolvido com boas possibilidades. Esperamos atualizações e inovações nos próximos momentos, talvez as novidades que estão por aí deem ainda mais resultados sobre o que de fato queremos ouvir. 

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